Emily Dickinson é uma poeta ( não uso o termo poetisa, pois concordo com Cecília Meireles que o achava um tanto pejorativo) estadunidense do século XIX, ela é considerada uma das maiores poetas dos EUA do período citado. Mas ela só alcançou este status muito tempo depois de sua morte o que a coloca na turma dos gênios que não obtiveram nem um pingo de sucesso durante a vida.
Ela teve uma vida introvertida e isolada na casa de sua família, dona de uma psique complexa e reprimida pelas leis puritanas de sua época. Foi uma autora prolixa compondo mais de 1700 poemas.
Sua poesia fala de desejos contidos, de angústias, da consciência da efemeridade da existência, é cheia de ritmo. Percebe-se o uso único da pontuação, há muitos travessões, talvez usados como marcação do ritmo.
A seguir um exemplo de um poema dela:
1212
Uma palavra morre
Quando é dita
—Dir-se-ia —
Pois eu digo
Que ela nasce
Nesse dia.
1212
A word is dead
When it is said,
-Some say-
I say it just
Begins to live
That day.
A palavra não nasceu para ser contida, calada, para ficar presa na garganta ou em qualquer lugar. Enquanto pensamento guardado ela não é nada, é só um rascunho, um potencial não realizado. A palavra só ganha vida verdadeira quando torna-se som, quando passa a fazer parte do mundo que nos cerca.
Penso que este poema resume bem o estilo de Emily
sábado, 10 de novembro de 2007
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Um comentário:
nunca tinha ouvindo falar sobre Emily Dickinson...isso é muito estranho...hahaha
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